Sessão de Estudos aborda a “nova” violência nas escolas

 

Tema “Violências na escola: as contribuições e o papel da Supervisão de Ensino \ Educacional na construção de políticas públicas em educação“, sob a coordenação do Prof. Dr. Élio de Assis, da Diretoria Executiva da próxima gestão, Supervisor de Ensino da DER Guarulhos Norte.

 

Prof. Élio de Assis e parte dos presentes à Sessão.

 

Em sua apresentação, Assis alertou a respeito do significado e diferenças entre os termos disciplina, indisciplina e violência e da necessidade de seu debate. “Estudamos sobre indisciplina na escola, e seus desdobramentos em ações violentas, porque os índices sobre violência, violência na escola e à escola violentada, são alarmantes. E não é de hoje…”. O quadro, a seguir, foi apresentado para demonstrar os números dessa “nova” violência:

 

 

Na sequência, ele expôs as possíveis contribuições da Supervisão de Ensino/Educacional sobre essa questão como o dimensionamento crítico do tema e de que é possível ter uma outra perspectiva de educação e sociedade. “Precisamos ampliar o debate científico e histórico sobre o tema Violência e Violência na Escola, considerando as diversas concepções de vida, de sociedade e de ser humano.”

 

Profa. Jorgeta Carlota entrega um mimo para o Prof. Élio de Assis, ao final da Sessão.

 

Entre as possibilidade de reação diante do cenário apresentado, Assis sugere:

  • 1. Não abrir mão da ciência da educação, da pedagogia. A Supervisão de autoria. A docência como profissão.
  • 2. Defesa incondicional do tripé: Concurso Público, Formação Permanente e Carreira Docente.
  • 3. Não aceitar a transferência de recursos públicos à iniciativa privada por meio de privatizações e terceirizações.
  • 5. A gestão democrática da educação pública se constrói  com políticas públicas horizontais.
  • 6. Modelos gerencialistas de gestão (Fundações, Institutos e OnGs) não podem ser impostos a escola pública. Público e privado constituem dimensões diferentes. Modelos gerencialistas potencializam e induzem a práticas individualistas, competitivas e desumanizadoras. – Falácia meritocrática  … empreendedorismo; – Navegamos, sem rumo, no mundo dos números e avaliações; -Neotecnicismo digital. Práticas individualistas, competitivas e desumanizadoras descaracterizam a escola como espaço colaborativo, coletivo e de emancipação.
  • 7.Promover a cultura de paz, contra toda cultura de ódio e violência desenvolvida por grupos neofascistas (Martins, 2023);
  • 8.Inciativas imediatas em casos de violências contra professores e estudantes;
  • 9.Ter posicionamento claro contra qualquer legislação que permita a “cultura” do armamento (Cara, 2022);
  • 10. Discutir sobre o tema regulação do ambiente digital (Cara, 2022).

 

Para saber mais, acesse o material disponibilizado pelo Prof. Élio de Assis AQUI ou no link abaixo:

 

Galeria de fotos

No link a seguir, veja fotos da Sessão de Estudos APASE – da Reunião do CD/DE/CF – e do Lançamento do Livro “Supervisão de Ensino – Privatização do Público ou Direito à Educação” – 19/05/2023

https://photos.app.goo.gl/AbnwCXgE3etCP5aN7

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